Neste link, um artigo de Eduardo Galeano sobre a demonização feita pela mídia conservadora de Hugo Chavez. Demonização parecida com a que sofreu Brizola por ter desejado levar a educação de qualidade a todas as crianças. Ou João Goulart, por ter ousado falar em reforma agrária. Aliás, hoje sabemos que Goulart foi assassinado numa operação orquestrada pelos militares do cone sul.
Interessantes também, na Agência Pública, as matérias sobre a conspiração dos Estados Unidos para derrubar Chaves. Mas interessante mesmo é que, dessa vez, eles fracassaram. Na America Latina seguem os governos de presidentes progressistas: no Equador, na Bolívia, na Argentina, no Uruguai e há até bem pouco tempo no Paraguai. Se na maior parte das vezes lamentamos o limitado êxito que tiveram Lula e Dilma na redução das desiguladades, na educação básica, na saúde, quando assistimos a mídia se regozijar e condenar o governo Chavez, podemos nos situar em relação às forças mortíferas que sem descanso procuram minar a resistência daqueles que se opõem à monotonia do capitalismo neoliberal. E não nos iludamos: caso algum de dia o Brasil venha a aplicar lucros do Petróleo na educação pública, vozes se levantarão em contrário, apontando, como o embolorado jornalista Sardenberg, comentador econômico (?) da CBN: chaves desorganizou a economia ao vender petróleo barato a seus vizinhos, ou quem sabe, usando-o para trazer médicos de Cuba para atender aos mais pobres... Ainda bem que sempre há muitas vozes que dizem coisas diferentes. Basta escutar o clamor das ruas da Venezuela, em seu reconhecimento por um líder que seguiu uma caminho diferente, de respeito ao seu povo.
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